Como proteger dados do Terceiro Setor e garantir transparência na gestão

A gestão de dados é um dos maiores desafios atuais, e no âmbito da administração pública e do Terceiro Setor essa realidade se torna ainda mais sensível. Organizações sociais e prefeituras lidam diariamente com informações de cidadãos em situação de vulnerabilidade, convênios, recursos financeiros e indicadores de políticas públicas. Nesse contexto, a segurança da informação deixa de ser apenas uma questão tecnológica e passa a ser uma responsabilidade ética, legal e social.

É nesse cenário que o SGTS (Sistema de Gestão do Terceiro Setor) se destaca como uma ferramenta capaz de unir eficiência operacional e robustez em proteção de dados. Projetado para atender às exigências do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), do Tribunal de Contas e das legislações aplicáveis, o SGTS proporciona uma gestão moderna, transparente e, sobretudo, segura.

A importância da segurança da informação no Terceiro Setor

O Terceiro Setor desempenha papel essencial na execução de políticas sociais, atuando em parceria com os municípios na gestão de serviços de saúde, educação, assistência social, entre outros. Para que esse trabalho seja eficaz, é necessário armazenar e tratar uma grande quantidade de informações: dados de beneficiários, cadastros familiares, prestações de contas, repasses financeiros e relatórios técnicos.

Essas informações são valiosas não apenas para a gestão dos convênios, mas também porque envolvem a vida de cidadãos que dependem diretamente desses serviços. Qualquer falha na proteção desses dados pode gerar consequências sérias, como vazamentos de informações pessoais, uso indevido de recursos públicos ou até mesmo sanções legais aos gestores responsáveis.

Garantir que esses dados estejam protegidos é uma obrigação que vai além do cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados) (LGPD): trata-se de assegurar confiança e credibilidade às parcerias entre entidades sociais e órgãos públicos.

Como o SGTS garante a segurança da informação

O SGTS foi desenvolvido com uma arquitetura em nuvem, que proporciona mais confiabilidade, disponibilidade e integridade aos dados. Diferentemente de sistemas locais, que dependem de infraestrutura própria e estão sujeitos a falhas físicas, ataques cibernéticos ou perda de informações por falta de backup, o armazenamento em nuvem garante que os dados estejam sempre acessíveis e protegidos.

Destacam-se recursos fundamentais para assegurar a segurança e a integridade das informações:

  • Acesso e controle parametrizado: cada funcionário tem acesso apenas às informações e módulos que lhe são atribuídos, evitando acesso irrestrito.
  • Gestão digital e sem papel: elimina a tramitação manual, reduzindo riscos de extravio e aumentando a confiabilidade.
  • Prestação de contas simplificada: com apenas alguns cliques, entidades emitem relatórios organizados, fáceis de acompanhar e em conformidade com órgãos de controle.
  • Conformidade legal: atendimento às normativas do Tribunal de Contas e ao Marco Regulatório, com preparo para integração ao AUDESP – Fase V.

Essas funcionalidades tornam o SGTS uma solução segura e alinhada às exigências do setor público.

Benefícios para os gestores públicos

Para os gestores públicos, responsáveis pela fiscalização e análise técnica da execução dos convênios, o SGTS representa um salto de qualidade. Com relatórios gerenciais atualizados em tempo real, o sistema oferece visibilidade sobre o uso dos recursos e o cumprimento das metas pactuadas.

Além disso, a segurança da informação reduz os riscos de inconsistências ou fraudes, garantindo maior tranquilidade durante auditorias dos tribunais de contas ou demais órgãos de controle. O acesso centralizado e padronizado também facilita a comunicação entre secretarias e entidades, eliminando a necessidade de planilhas paralelas ou documentos em papel, que são mais vulneráveis a erros e extravios.

Outro ponto importante é a conformidade legal. Ao adotar o SGTS, os municípios atendem não apenas à LGPD, mas também às exigências específicas do MROSC e do Tribunal de Contas. O sistema está preparado para integração com o AUDESP – Fase V, assegurando a transmissão padronizada de informações exigidas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, o que reforça a transparência e reduz riscos de penalidades.

Benefícios para as entidades sociais

As organizações da sociedade civil também encontram no SGTS uma ferramenta que simplifica e fortalece sua atuação. Com o sistema, é possível:

  • Registrar planos de trabalho e acompanhar sua execução de forma organizada;
  • Lançar despesas e realizar conciliações bancárias de maneira simples;
  • Emitir prestações de contas de forma automática, com apenas alguns cliques;
  • Reduzir a burocracia e eliminar o uso de papel, tornando o processo mais sustentável.

Essas funcionalidades, aliadas à segurança da informação, garantem que as entidades possam focar em sua missão principal: atender às comunidades e executar projetos sociais com eficiência.

A confiança como resultado

A confiança é um dos ativos mais valiosos em qualquer parceria entre poder público e entidades do Terceiro Setor. Quando gestores e organizações têm a segurança de que seus dados estão protegidos, podem concentrar esforços naquilo que realmente importa: a qualidade dos serviços prestados à população.

O SGTS promove esse ambiente de confiança ao assegurar que todas as informações estejam disponíveis de maneira clara, organizada e protegida. Dessa forma, o sistema não apenas fortalece a gestão das parcerias, mas também reforça a credibilidade das instituições envolvidas perante os cidadãos.

Conclusão

A segurança da informação é um pilar essencial para a modernização da gestão pública e das parcerias com o Terceiro Setor. Essa solução mostra que é possível unir inovação tecnológica, conformidade legal e proteção de dados em uma única plataforma.

Ao utilizá-la, municípios e organizações da sociedade civil conquistam eficiência administrativa e confiança. Em um cenário cada vez mais exigente, no qual a prestação de contas é um dever e a proteção de dados uma obrigação legal, a ferramenta garante a sustentabilidade e a integridade das parcerias sociais.

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